Mrwhosetheboss comprou o hardware mais fino que encontrou e reuniu a compra inteira em um único vídeo. Ele pagou do próprio bolso, e deu mais do que a maioria coloca em todo o equipamento de uma sala. A pergunta útil não é qual venceu. É o que cada fabricante moveu, encolheu ou realocou para baixar o seu número — e isso dá para responder com os números publicados pelos próprios fabricantes, que é onde esta matéria fica.
Fino é um número, e o fabricante escolhe onde medi-lo
Todo número de espessura é uma decisão de medição antes de ser de engenharia. A Samsung declara o Galaxy Z Fold8 Ultra em 4,1 milímetros e 215 gramas, medido aberto, e o material de anúncio dela não começa por nenhum número fechado. A ficha técnica da própria Apple dá o iPhone Duo em 5,2 mm aberto, 11,3 mm fechado e 254 gramas. Os dois conjuntos de números são dos próprios fabricantes. Só a medida fechada descreve o que cabe no seu bolso, e só uma dessas duas empresas publicou uma.
Não é mania de dobrável. A espessura de manchete de um telefone comum costuma ser medida na parte plana da traseira, e não no ressalto da câmera, que é o que encosta na mesa — e esse ressalto é justamente onde foi parar a profundidade que o chassi fino não pôde ceder. Coloque os aparelhos finos lado a lado e a ordem muda conforme onde o paquímetro encosta. Todos os dobráveis do trimestre começaram pela medida aberta pelo mesmo motivo.
A TV wallpaper da LG não elimina a caixa. Ela a muda de lugar.
O caso mais claro dessa troca neste ano não é um telefone. A LG anunciou a OLED evo W6 Wallpaper TV na CES de janeiro de 2026 e a descreve como classe nove milímetros e a OLED true wireless mais fina do mundo. O superlativo é da LG e ninguém aqui o mediu; o que não está em discussão é que um painel pendurado rente à parede não se parece com nenhuma outra televisão.
Como ela faz isso está nas letras miúdas da própria LG. Todas as entradas vão para a Zero Connect Box, uma unidade separada que pode ficar a até dez metros e manda vídeo e áudio 4K para o painel sem fio. Os aparelhos continuam se conectando por cabo — à caixa. E a nota de rodapé que a maior parte da cobertura pula: a LG informa que é necessário cabo de alimentação tanto na tela quanto na caixa, e que é possível que sobre uma pequena folga entre a TV e a parede.
Ou seja: a parede fica com um painel de nove milímetros e um fio, e algum móvel fica com todo o resto. Se isso é ganho depende inteiramente de você ter esse móvel. Se está escolhendo uma televisão pelo que a imagem faz e não pelo perfil dela, a comparação entre tecnologias de painel é um ponto de partida melhor.
O que um milímetro custa é volume
Espessura não é propriedade de superfície. Tirar um milímetro de um telefone tira em toda a área, e nesse volume moram quatro coisas: a bateria, a câmara de vapor ou a pilha de grafite que puxa o calor para longe do chip, a caixa acústica do alto-falante e a profundidade de que um sensor de câmera maior precisa. São essas quatro que cedem, mais ou menos nessa ordem, e todo fabricante que vai para o fino está escolhendo entre elas, diga ou não.
O que uma compra dessas não estabelece é o quanto. Segurar o telefone diz que ele parece fino e que esquenta na palma; não produz curva de descarga nem traço térmico sob carga sustentada, e ninguém deveria ler isso ali. Os fabricantes publicam capacidades e as próprias promessas de autonomia. Medições independentes sobre os ultrafinos de 2026 ainda são escassas, e onde elas ainda não existem, a resposta honesta é que não se sabe.
Uma compra não é uma bancada de testes
Isso importa para saber quanto peso dar ao resultado. Comprar todos os aparelhos finos de uma vez e manuseá-los em sequência é difícil de replicar, e mostra, sim, o que uma ficha esconde — a flexão, o calor contra a mão, se uma capa apaga o sentido inteiro da compra. Também é uma unidade por modelo, e um convívio curto com cada uma em vez de uma temporada de uso, por alguém com prática incomum em segurar telefones. Distinguir um teste de engenharia de uma promessa de marketing é o hábito para levar a qualquer um deles, assim como saber o que um segmento de dobra ou de queda realmente prova.
Se você já tem um destes
Nada disso chega ao aparelho que está na sua mão. Espessura, volume de bateria, massa térmica e onde ficam as portas são definidos na fábrica, e nenhuma atualização mexe nisso. Se o seu telefone fino esquenta sob carga, ou pede uma recarga no meio da tarde, essa é a troca que veio na caixa e não vai ser corrigida por software depois.
O que o vídeo muda é a próxima decisão, e as perguntas para as quais ele aponta não têm nada de glamourosas. Onde fica o ressalto da câmera quando o telefone está apoiado na mesa. Se a capa que você vai acabar colocando apaga o milímetro que custou mais caro. Se existe lugar para a caixa de conexões. Fino é a qualidade mais fácil de demonstrar numa loja e a mais difícil de julgar antes de conviver com ela — e, pelo que se viu neste ano, o formato de um aparelho muda mais o uso diário do que a espessura dele.
A compra do fino faz parte de uma série de vídeos em que o mesmo criador compra hardware do qual a maioria nunca chega perto. O mesmo canal desmontando uma promessa de IA é a companheira cética dela. Onde a pergunta sobre o fino é respondida do jeito difícil é em outro formato, e o que um teste de dobra ou de queda realmente prova vale ler antes de confiar em um. Se você está pesando um telefone fino contra um mais grosso, o que melhorou de verdade nos dobráveis neste ano cobre a mesma troca com os números publicados pelos próprios fabricantes.
Última atualização 22 de setembro de 2026