A Comissão de Segurança de Produtos de Consumo dos Estados Unidos (CPSC) recolheu um power bank da NEWDERY em 24 de setembro de 2026, depois que se constatou que a bateria de lítio podia explodir ou pegar fogo. O modelo é o ZHX-PB22, e o próprio aviso da CPSC diz que cerca de 21.380 unidades foram vendidas na Amazon entre outubro de 2023 e novembro de 2024. Se você comprou um carregador portátil na Amazon nesse período, checar o número de modelo impresso na carcaça leva menos tempo do que levou ler este parágrafo.
O que a CPSC encontrou
A agência lista nove relatos desses power banks explodindo ou pegando fogo, incluindo um incêndio sério o suficiente para causar danos materiais significativos e um relato de queimadura. Esse é o total que a CPSC publicou até a data do recall — não é uma taxa de falha, e a CPSC não disse qual fração das 21.380 unidades vendidas chegou a falhar. A solução é um reembolso direto da NEWDERY, não um reparo nem uma unidade de substituição, que é a resposta habitual quando um defeito de bateria não pode ser corrigido depois do fato em vez de evitado desde o projeto.
Como saber se o seu é o recolhido
O número de modelo ZHX-PB22 está impresso no corpo do próprio power bank, então não é preciso procurar uma nota fiscal para checar. A NEWDERY vendeu esse modelo específico só pela própria loja na Amazon.com, não por outros vendedores nem com outro nome de marca, então um carregador portátil comprado em outro lugar não entra neste aviso mesmo que pareça parecido. Se o número bater, a instrução da CPSC é parar de usar imediatamente — não descarregar com segurança antes, não guardar como reserva até chegar um substituto — e contatar a NEWDERY para iniciar o reembolso.
O que um recall como esse diz e não diz
Uma célula de lítio que explode ou pega fogo costuma ser um defeito específico de como um determinado lote de baterias foi construído ou projetado, não algo inerente aos power banks como categoria — a mesma química funciona com segurança dentro de centenas de milhões de celulares, laptops e carregadores já em uso diário. Esse recall não diz nada sobre power banks de outras marcas, e não significa que cada unidade ZHX-PB22 vendida seja perigosa, só que a CPSC e a NEWDERY julgaram o risco alto o suficiente para tirar o modelo do mercado em vez de esperar mais incidentes se acumularem. O que vale a pena levar disso independente da marca que você carrega: um power bank que fica quente sem estar carregando nada, que parece inchado ou estufado nas emendas, ou que tem um cheiro estranho, é motivo para parar de usar e procurar o modelo, não um detalhe para ignorar até que seja conveniente checar.
Também vale lembrar que essas unidades foram vendidas por mais de um ano, o que significa que algumas hoje estão guardadas numa gaveta como reserva, ou passaram de mão em mão quando o dono original trocou de carregador — o tipo de caminho de segunda mão que um aviso de recall não alcança sozinho. Se um carregador da NEWDERY chegou até você assim, a checagem do número de modelo vale do mesmo jeito. E como essas unidades só foram vendidas pelo próprio anúncio da NEWDERY na Amazon e não em lojas físicas, não existe nenhum cartaz numa prateleira para avisar nada — o recall existe inteiramente online, no mesmo lugar onde a unidade foi comprada, que é justo onde é mais fácil não perceber se você não estiver procurando a notícia.
O da NEWDERY não foi o único recall por bateria de lítio que a CPSC publicou naquele dia. O mesmo lote de 24 de setembro incluiu os óculos inteligentes Air3 da INMO, recolhidos por uma haste que pode superaquecer durante o uso prolongado — um produto diferente e uma falha diferente, mas o mesmo risco de fundo: uma bateria embutida em algo carregado perto do corpo, recolhida pelo número de modelo e não pela reputação da marca.
Nenhum dos dois recalls muda algo no celular, no laptop ou no relógio que você já tem, a menos que seja justamente um desses dois produtos específicos. O que os dois servem para lembrar é que um recall por bateria de lítio chega até você pelo número de modelo gravado no aparelho, não pela confiança que a marca passava na hora da compra — e essa checagem custa menos tempo do que plugar o aparelho para mais uma carga.
Última atualização 27 de setembro de 2026